Aviação Civil

Azul e Correios firmam contrato para criação de empresa de logística

De acordo com release, empresa deve iniciar operações no início de 2018; projeto passará por aprovação das autoridades.

A Azul acabou de anunciar que assinou com a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) um memorando que firma a criação de uma empresa privada de logística integrada.

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A320neo da Azul

Segundo o anúncio, 50,01% da companhia pertencerão à Azul e 49,99% aos Correios; com a sociedade, as duas esperam ter redução de custos e aproveitamento de sinergias, considerando a grande capilaridade das malhas de ambas. Espera-se também ter uma melhora nos serviços, em especial no das entregas de e-commerce.

Já no início da operação, considerando as cargas transportadas pela ECT e pela Azul, serão 100 mil toneladas transportadas ao ano. No release, as autoridades destacam a grande abrangência que a companhia contará desde o seu começo. Guilherme Campos, presidente dos Correios, considera essa “uma oportunidade ímpar para fazer o Brasil ganhar um serviço de logística ainda mais eficiente, com claros benefícios ofertados para os consumidores.”

O presidente da Azul, John Rodgerson, ressaltou também que essa é uma grande chance para ampliar o crescimento da Azul. “É uma ótima oportunidade para ampliarmos nosso transporte de cargas e ganhar eficiência operacional. Somos a única empresa capaz de prestar este nível de serviço, pois somos a companhia que mais cidades serve no País. Além disso, temos forte presença em Viracopos, que já é o hub de cargas do Brasil. Sem contar com altos índices de pontualidade, fundamental para esse serviço.”

A negociação parece estar avançada, mas para a nova empresa começar sua operação, o negócio ainda precisa ser avalizado por uma série de autoridades.

Não é a primeira vez que os Correios tentam fazer um acordo com uma companhia aérea. Em 2014, a estatal tentou comprar 49,99% da RIO Linhas Aéreas para ter uma única empresa operando a Rede Postal Noturna sem licitação, que até então – e ainda hoje – é realizada por empresas que vencem a concorrência para cada rota. O negócio, mesmo aprovado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), foi barrado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2015. A justificativa foi de que havia diversas irregularidades no processo, além de prejuízo ao erário e ao interesse público.

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