Aviação Civil

Por falta de infraestrutura, Azul reduzirá voos em Governador Valadares

Voos cairão de 18 semanais para 7; companhia promete que retomará as operações quando as condições no aeroporto forem melhores.

A crônica falta de infraestrutura no país causou hoje mais uma perda para a aviação regional. A Azul anunciou por meio de release que reduzirá as operações na cidade mineira de Governador Valadares a partir do dia 5 de março. O motivo, segundo a companhia, é a ausência de operação com o sistema IFR (por instrumentos) no aeroporto.

PR-ATU

A falta do IFR faz com que os limites mínimos operacionais fiquem muito mais altos. Isso gera, em caso de adversidades climáticas, grande possibilidade de cancelamentos, atrasos ou pousos em aeroportos alternativos, o que gera não só enorme desconforto para os passageiros como também grandes prejuízos para a companhia.

Flávio Costa, vice-presidente técnico-operacional da Azul, disse que “Nos últimos meses, por conta das condições meteorológicas adversas, e da falta de disponibilidade do IFR no aeroporto, a operação na cidade tem sido muito instável, resultando em muitos voos cancelados ou alternados. Dedicamos esforços para trabalhar junto com o aeroporto na melhoria das condições de operação e, até momento, não temos informação de providências para minimizar os impactos causados aos nossos Clientes.” Prometeu ainda retomar as operações quando a situação melhorar. “Assim que houver melhores condições de operação, bem como a certificação IFR, retomaremos imediatamente os três voos diários oferecidos na cidade”.

Governador Valadares atualmente recebe voos com o ATR 72-600, com capacidade para 70 passageiros. São 18 operações semanais para Confins, segundo maior hub da companhia, que vão passar para 7 com a forte redução.

Não é a primeira vez que reduções ou cortes ocorrem por deficiência na infraestrutura. Desde a fusão com a TRIP, ocorrida em 2012, a Azul abandonou dez destinos no Amazonas. Segundo Marcelo Bento, diretor de planejamento da companhia em entrevista ao G1, “Na maior parte dessas cidades a Azul tinha o ATR 42 e esse é um avião que foi ficando idoso, difícil de substituir e a gente acabou optando por tirá-lo da frota. E nenhum desses aeroportos tinha condições de suportar um avião um pouco maior, que era o ATR-72. A pista não suportava.”

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