Aviação Civil

Aerolíneas Argentinas deixará de oferecer classe executiva no 737-800

Alteração proporcionará aumento de 16 a 19 assentos de classe econômica por aeronave.

Em coletiva de imprensa realizada hoje no Aeroparque Jorge Newbery, aeroporto central de Buenos Aires, o presidente da Aerolíneas Argentinas, Mario Dell’Acqua, anunciou o fim da classe executiva em seus 737-800. Atualmente, a classe é conhecida como “Club Economy” e tem configuração mais espaçosa, no padrão 2-2, ao contrário do habitual 3-3 da classe econômica.

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Segundo Dell’Acqua, a medida ocorre devido à baixa utilização de tais assentos. “Nos voos curtos essa classe estava subutilizada, eram vendidos apenas 30% dos assentos. O resto era usado por pessoal da companhia ou políticos”, disse ao periódico argentino Clarín. Com a alteração, cada aeronave deve receber entre 16 e 19 assentos regulares da classe econômica, passando a capacidade dos 737-800 de 170 passageiros para 186 ou 189. Sendo a frota deste modelo na companhia de 31 aeronaves, devem ser cerca de 500 assentos adicionais.

“Isto equivale a comprar três aviões novos, com um único investimento que nos demandará a nova configuração”, disse o chefe da estatal argentina. O investimento até 2019 será da ordem de US$15 milhões, custo esse que deve rapidamente ser reposto, visto que o aumento na receita com a medida deve ser de US$73 milhões anuais.

Para aqueles que preferirem um pouco mais de conforto a bordo, a Aerolíneas oferecerá a Economy Premium nas três primeiras fileiras da aeronave, com o assento do meio bloqueado.

Quanto aos novos 737 MAX 8, que já são quatro incorporados à empresa, estes não sofrerão a mudança. Dell’Acqua afirmou que estas aeronaves são destinadas a voos mais distantes na América Latina e Caribe, fazendo-se necessária a utilização da Club Economy em tais voos, pois existe demanda para tanto.

Por fim, no tangente aos Embraer 190 da Austral – empresa-irmã da Aerolíneas, estes não receberão a nova configuração. Segundo o site Aviaciónline, da Argentina, até o fim do ano chegarão os primeiros substitutos das aeronaves brasileiras. Estas já chegarão com a nova distribuição de assentos – entre 186 e 189 -, mas de acordo com o Clarín ainda não foi definido qual modelo será.

Estas medidas que vem sendo tomadas na administração da Aerolíneas vem de encontro com as mudanças de mercado no país vizinho. Já no ano passado houve um grande crescimento na concorrência, com a chegada da Flybondi e grande aumento da oferta da Andes Líneas Aéreas. Para este ano, as duas anteriores devem crescer bastante e a Norwegian Argentina deve iniciar suas operações regulares, embora tenham sido estas postergadas. Assim, o governo argentino vem se esforçando não apenas para colocar a sua companhia num patamar competitivo, mas também para não mais subvencionar suas operações.

Segundo Guillermo Dietrich, ministro argentino dos transportes, “a empresa havia recibido por parte da administração anterior subsídios de 5 bilhões de dólares. Nós  pensamos em reduzir os subsídios a 300 milhões de dólares no primeiro ano [de gestão], entre 180 e 200 milhões no segundo e 100 milhões neste ano, o terceiro. O cumprimos com louvor. Para o ano que vem os subsídios a Aerolíneas e Austral serão zero”.

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