Aviação Civil

Grupo Amaszonas retira participação na Amaszonas Paraguay

Apesar da retirada da empresa boliviana, companhia deve seguir operações, alterando em breve sua marca.

Ontem foi noticiado pelo site Aeronáuticapy a saída da Amaszonas Paraguay do grupo Amaszonas. A nota mencionava “desajustes” na companhia no último semestre, que teria “movido o vespeiro”, resultando na retirada da participação do grupo Amaszonas na empresa paraguaia.

CRJ200 Amaszonas Paraguay Porto Alegre POA

Bombardier CRJ-200 da Amaszonas Paraguay em Porto Alegre.

A Amaszonas Paraguay foi criada a partir dos investimentos de três sócios; o grupo boliviano Amaszonas, a canadense AVMAX, que trabalha principalmente com leasing e serviços de aeronaves Bombardier ao redor do mundo, e a ILAI/Air Nostrum, empresa aérea que presta serviços regionais à Iberia. Com a saída de um deles, AVMAX e ILAI ficam com metade da companhia cada uma. Seguem trechos do comunicado fornecido pela Amaszonas Paraguay:

Na semana passada se firmou em Calgary (Canadá) um acordo preliminar entre os sócios da empresa aérea Amaszonas del Paraguay para reestruturar a composição acionista da companhia.

Mediante este acordo, a Amaszonas Bolívia decidiu transferir suas ações na Amaszonas del Paraguay, enquanto AVMAX (Canadá) e ILAI (Espanha) permanecem como acionistas na empresa com uma participação de 50% cada uma. A Amaszonas del Paraguay trocará de nome em breve e deixará de formar parte do grupo empresarial formado [também] pela Amaszonas Línea Aérea, da Bolívia, e a Amaszonas Uruguay. […]

A operação da Amaszonas del Paraguay continua de forma ininterrupta e, após um período de transição de até seis meses, os voos se comercializarão sob a nova marca.

De qualquer forma, se prevê continuar com um acordo de plena cooperação, para que os passageiros de ambas as empresas desfrutem indistintamente dos voos em qualquer uma das companhias, através de acordos de código compartilhado [codeshare].

O Grupo Amaszonas seguirá operando no Paraguai através de suas companhias Amaszonas Línea Aérea e Amaszonas Uruguay, apostando na conectividade regional sul-americana.

O processo está em curso e os detalhes do acordo se darão a conhecer quando este for finalizado.

A Amaszonas del Paraguay foi criada em 2015, inicialmente com um Bombardier CRJ-200. Trouxe a segunda aeronave em fevereiro do ano passado e mais duas do modelo no segundo semestre. Apesar de não ser exclusivamente da companhia boliviana, a empresa aproveitou o know-how de sua investidora, além da conectividade oferecida pela malha dela, que tem um número razoável de destinos na região.

2017 foi um ano de pleno crescimento para a companhia, iniciando operações para diversos destinos regionais, incluindo alguns no Brasil. São eles Campo Grande, Curitiba, Campinas, Porto Alegre e Rio (Galeão). Enquanto o voo a Campinas foi trocado por Guarulhos, a demanda das demais parece não corresponder como o esperado. Segundo dados disponibilizados pela Anac, apenas Curitiba superou os 50% de ocupação em abril. O mesmo vale para o resto da malha da companhia, pois segundo dados da Dinac (equivalente paraguaia da Anac), a ocupação geral da empresa entre janeiro e abril foi de 50,64%, algo impensável em mercados como o nosso.

Em entrevista ao Ponte Aérea em fevereiro, Rómulo Campos, gerente-geral da companhia, admitia os insucessos no país, citando em especial o caso de Campo Grande. Segundo ele, seria adicionada uma escala na cidade fronteiriça de Pedro Juán Caballero, fato que até o momento não foi confirmado.

Apesar disso, seguem os planos de crescimento da Amaszonas Uruguay, esta de posse 100% boliviana, para o Brasil. Até o final do ano, como adiantado pelo Ponte Aérea já há algumas semanas, a companhia deve ter adicionado à sua malha um terceiro Bombardier CRJ-200 e um turboélice Q-200, chegando a Curitiba, Foz do Iguaçu e Porto Alegre.

De qualquer forma, o Ponte Aérea seguirá acompanhando o desenrolar da situação da Amaszonas Paraguay, publicando eventuais anúncios de troca de marca e novidades nas operações ao Brasil.

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