Aviação Civil

Ativos da Avianca Brasil: a briga por Congonhas

Direitos de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, são os principais ativos da Avianca Brasil.

Marcado para o próximo dia 07 de maio, o leilão com os ativos da Avianca Brasil tem o interesse das três maiores companhias aéreas do país. Azul, GOL e LATAM farão ofertas mínimas de US$ 70 milhões por uma das sete Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

O principal ativo da Avianca Brasil são os direitos de pousos e decolagens (slots) no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A Avianca possui 20 pares de slots diários em Congonhas, o equivalente a 7,7% do total. A maior operadora, a LATAM, possui 44,6% dos slots, seguida pela GOL com 42,7%, já a Azul, possui 5%.

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Uma eventual falência da empresa antes da realização do leilão, levaria a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a redistribuir os slots de Congonhas. De acordo com a regra da agência, as atuais operadoras, Azul, GOL e LATAM ficariam, cada uma, com um terço dos direitos. Uma nova entrante no aeroporto da capital paulista, teria direito a 50% das autorizações da Avianca.

Para manter a empresa ativa até o leilão, as congêneres já repassaram mais de US$ 39 milhões. A Avianca Brasil mantém atualmente voos de e para Brasília, Rio de Janeiro (SDU), Salvador e São Paulo (CGH).

Frequências e bons horários no aeroporto central de São Paulo, permitem operar rotas altamente rentáveis, principalmente a Ponte Aérea Rio-São Paulo. A ligação entre os dois principais mercados do país, garante margens de até 20% para as companhias aéreas. O perfil do passageiro da Ponte Aérea também fortalece o plano de fidelidade.

Avianca

O acordo proposto pela Azul no início de março, pretendia evitar a entrada de um novo concorrente, e garantir o acesso da empresa na Ponte. A proposta de US$ 105 milhões, incluía 70 pares de slots e aproximadamente 30 aeronaves Airbus A320.

Com o plano de Recuperação Judicial redesenhado pelo fundo Elliott Management, maior credor da Avianca Brasil, GOL e LATAM podem evitar a entrada da Azul na ligação Congonhas-Santos Dumont, e a consequente queda na margem operacional da rota.

Em um cenário com a aquisição total por parte da Azul, a companhia teria pouco mais de 12% de participação operacional no aeroporto de São Paulo. Se apenas LATAM e GOL realizarem propostas, ambas terão crescimento de 3% nas operações.

Na próxima terça-feira, saberemos qual oferta e estratégia vencerá a briga pelo espólio deixado pela Avianca Brasil no aeroporto de Congonhas. Todo o processo passará pela análise e aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

 

 

 

 

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