Aviação Civil

Boeing Brasil – Commercial é o novo nome da Embraer

Segmento de aviação comercial da Embraer foi vendido por US$ 4,2 bilhões.

Boeing e Embraer anunciaram nesta quinta-feira, 23, o nome da empresa formada a partir da parceria entre as fabricantes. A divisão de aviação comercial da Embraer, adquirida pela norte-americana se chamará Boeing Brasil – Commercial.

A Boeing Brasil terá 80% do controle americano e os 20% das ações restantes será de domínio da Embraer. A compra da unidade comercial, que inclui apenas a família E-Jet, custou US$ 4,2 bilhões à fabricante norte-americana. A nova empresa deverá empregar cerca de 10 mil funcionários do quadro atual de 18,5 mil da Embraer, cerca de 16 mil empregados estão no Brasil. Fora do acordo, as divisões de jatos executivos e militares permanecem sob administração da Embraer.

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Espera-se que a parceria seja neutra em relação ao lucro por ação da Boeing em 2020 e aumente a partir de então. A sinergia anual prevista antes dos impostos é de US$ 150 milhões. A sede da nova empresa permanecerá em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

A Boeing terá o controle operacional e administrativo da nova empresa, que se reportará diretamente ao presidente e CEO da Boeing. A Embraer manterá os direitos de consentimento para determinadas decisões estratégicas, como a transferência de operações do Brasil.

Até a presente data não existe quaisquer alteração nos nomes das aeronaves (E-Jets) pertencentes ao atual portfólio da fabricante brasileira. Estudos avaliarão o poder comercial das marcas, mas em um primeiro momento a Boeing descarta qualquer mudança.

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As empresas também concordaram com os termos de outra joint venture para promover e desenvolver novos mercados para o KC-390 de transporte aéreo de múltiplas missões. Sob as condições desta proposta, a Embraer terá 51% de participação, com a Boeing detendo os 49% restantes.

Outros aviões militares, como o Super Tucano não serão comercializados pela Boeing Brasil. O segmento de aeronaves executivas não está incluída na constituição da nova empresa, permanecendo o nome e marca Embraer.

A previsão é que o negócio seja concluído até o início de 2020, com aprovações em órgãos regulatórios no Brasil e no exterior.

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