Aviação Civil

IATA reitera esforços pela volta das operações com o 737 MAX

Encontro promovido pela IATA discutiu situação do 737 MAX.

Representantes de mais de 40 companhias aéreas e autoridades de órgãos reguladores participaram ontem (26), da segunda Cúpula Boeing 737 MAX, organizada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association), em Montreal, Canadá.

A reunião discustiu os impactos financeiros e os principais esforços para o retorno das operações com o 737 MAX. Cerca de 400 aeronaves da família 737 MAX já entregues, aguardam as soluções e requisitos técnicos para colocar novamente os jatos de corredor único em operação. Outros 200 jatos estão sendo estocados pela Boeing, enquanto as entregas não podem ser efetuadas.

Boeing 737 MAX

No encontro, a IATA reforçou a coordenação entre as autoridades e empresas de aviação para atender aos requisitos técnicos, treinamentos e aos prazos para colocar o Boeing 737 MAX novamente em serviço.

“As tragédias com o Boeing 737 MAX pesam fortemente neste setor que considera a segurança sua principal prioridade. Confiamos na Federal Aviation Administration (FAA), em sua função de órgão regulador da aviação civil, para garantir o retorno seguro da aeronave. E respeitamos a decisão independente dos órgãos reguladores do mundo todo sobre as recomendações da FAA”, disse Alexandre de Juniac, Diretor Geral e CEO da IATA.

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American Airlines mantém seus 24 Boeing 737 MAX 8 no chão.

Ainda sem prazo definido para o retorno do MAX, a cúpula acredita, que o processo de treinamento após as correções implatadas, de acordo com as empresas norte-americanas, deve levar pelo menos um mês. Algumas companhias aéreas e agências reguladoras afirmam que os pilotos devem ser treinados em simuladores do 737 MAX, antes de assumir voos, diferentemente dos requisitos mínimos preliminares da Boeing, que não exige simuladores de voo.

737MAX Gol

Todos os 737 MAX 8 da GOL permanecem no Centro de Manutenção em Confins.

Para Paul Bergman, porta-voz da Boeing, o treinamento será definido por cada órgão regulador. Segundo a fabricante, foram realizados 207 voos em mais de 360 horas com o 737 MAX atualizado com o Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS) atualizado.

Todos os dados e informações foram enviados para a FAA, órgão regulador da aviação civil dos Estados Unidos, e incluem detalhes sobre como os pilotos interagem com os controles e exibições do avião em diferentes cenários de voo. Na última semana, segundo informações da Reuters, um novo risco foi identificado e pode comprometer o voo de certificação programado para o dia 8 de julho.

 

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