Aviação Civil

Boeing registra prejuízo de US$ 2,9 bi no pior trimestre de sua história

Boeing tem prejuízo de US$ 2,9 bilhões no segundo trimestre.

A Boeing anunciou nesta quarta-feira, 24, os resultados financeiros do segundo trimestre. A fabricante registrou prejuízo líquido de US$ 2,94 bilhões no trimestre, maior perda trimestral da história da empresa. O resultado foi impactado pelo 737 MAX, seu principal produto.

A receita caiu 35% em relação ao segundo trimestre de 2018, para US$ 15,75 bilhões. No segmento de aeronaves comerciais a receita no trimestre foi de US$ 4,7 bilhões, refletindo os custos e despesas de US$ 4,9 bi relacionadas ao 737 MAX, parcialmente compensadas por uma margem mais alta no programa 787. No trimestre, a Boeing entregou 90 aeronaves (42 787), queda de 54% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando foram entregues 194 jatos.

Boeing 737 MAX II

Retorno do 737 MAX segue sem data definida.

Nos últimos três meses nenhuma encomenda e entrega foi registrada para a família 737 MAX. A carteira de encomendas do 737 MAX conta com 4.547 jatos, em abril a norte-americana reduziu a produção do modelo de 52 para 42 aeronaves por mês. No comunicado, a Boeing afirma que está trabalhando com a FAA no processo de atualização do software do 737 MAX.  Devido à incerteza do tempo e condições em torno do retorno ao serviço da frota do 737 MAX, novas orientações serão emitidas em uma data futura.

“Este é um momento decisivo para a Boeing e continuamos focados em nossos valores duradouros de segurança, qualidade e integridade em tudo o que fazemos, enquanto trabalhamos para devolver com segurança o 737 MAX ao serviço”, disse Dennis Muilenburg, presidente e CEO da Boeing.

O fluxo de caixa operacional caiu para US$ 590 milhões, frente US$ 4,6 bilhões um ano antes. A empresa pagou US$ 1,2 bilhão em dividendos, alta de 20% por ação em comparação ao mesmo período do ano  anterior.

A fabricante de Chicago informa que o cronograma de entrega do 777X, previsto para 2020 deve sofrer atraso. Os problemas com os motores General Electric GE9X atrasarão o primeiro voo até o início de 2020.

Boeing 777

Programa do 777X sofrerá atrasos.

A receita do segundo trimestre do setor de Defesa, Espaço e Segurança aumentou para US$ 6,6 bilhões, impulsionada por aeronaves, satélites e armas derivadas. A margem operacional cresceu 14,7%, principalmente devido a um ganho na venda de propriedades e ao menor crescimento de custos no programa KC-46 Tanker em comparação com o segundo trimestre de 2018.

PRIMEIRO SEMESTRE

No acumulado do primeiro semestre de 2019, a receita teve queda de 19% em relação ao mesmo período de 2018, para 38,6 bilhões. O prejuízo foi de US$ 1 bilhão, frente lucro de US$ 5,5 bilhões um ano antes, enquanto o fluxo de caixa operacional é de US$ 2,1 bilhões.

Com 239 aeronaves entregues no semestre, queda de 37%, a unidade de aviões comerciais da Boeing viu sua receita cair 38%, totalizando US$ 16,5 bilhões. O backlog de aviões comerciais conta com mais de 5.500 aviões avaliados em US$ 390 bilhões.

A unidade de defesa, espaço e segurança registrou alta de 5% na receita, para US$ 13,2 bilhões. A margem operacional foi de 13,8%, crescimento de 4,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2018.

 

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