Aviação Civil

Flight Report LATAM – experimentando o serviço doméstico da companhia

O Ponte Aérea experimentou o serviço doméstico da LATAM em dois voos. Confira:

Desde que a TAM se tornou LATAM, no início de 2016, muitas mudanças no serviço da companhia ocorreram. De uma maneira geral, a companhia que desde seus primórdios primava por um serviço “premium” precisou se adequar à realidade do mercado para garantir a sua sobrevivência. Assim, adotou práticas de companhias low-cost, como aumento do número de assentos em suas aeronaves e cobrança por serviços adicionais, incluindo comida.

Por isso, sempre tive curiosidade de voar LATAM. Na última vez que voei com a empresa, ainda nos tempos da TAM, em fevereiro de 2016, tive uma experiência de voo bem interessante, com serviço de bordo composto de sanduíches, bebidas não-alcoólicas e café, a um preço barato. De lá para cá, evidentemente a proposta da empresa mudou.

No fim de julho, finalmente tive a oportunidade de voar LATAM, em uma viagem de ida e volta entre Porto Alegre e São Paulo (Congonhas). Aproveitei a chance para escrever esse flight report, avaliando detalhadamente o produto doméstico no Brasil da maior companhia aérea da América Latina.

(clique nas fotos para ampliá-las!)

Eu já havia testado o app para testar o serviço de check-in online. A experiência foi muito positiva. O aplicativo funcionou perfeitamente e é bastante intuitivo.

LA3163 – POA-CGH

Cheguei cedo ao aeroporto, pois esse seria o primeiro voo da LATAM no dia e eu despacharia bagagem. Havia uma fila separada para meu voo, então a espera foi praticamente nula. Fui atendido com bastante agilidade pelo funcionário.

Foi o meu primeiro voo passando pelo terminal ampliado de Porto Alegre, então fiquei impressionado com as dimensões do novo edifício. Exige uma certa caminhada da área de despacho até o portão, muito maior do que antes da reforma.

Painel de voos em Porto Alegre

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Cheguei ao portão de embarque com certa antecedência.

Meu cartão de embarque para esse voo. Eu havia selecionado o assento 7A, na última fileira do LATAM+, que tem mais espaço para as pernas.

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Teoricamente, passageiros com assento LATAM+ têm prioridade de embarque, sendo alocados no grupo 3. Fui colocado no grupo 4, mas não compreendi o motivo. Creio que tenha sido um erro do sistema.

Às 05h12, oito minutos antes do previsto, o embarque foi iniciado, respeitando as prioridades. Era o primeiro voo da semana para o centro econômico do país, então, sem exagero, uns 40 passageiros eram prioridade por status.

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Fui um dos últimos a embarcar, pois após o embarque dos primeiros grupos – prioritários, eles aglutinaram todos os remanescentes em uma fila única.

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Logo descobri o porquê disso. O nosso embarque seria remoto.

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O mais engraçado é que nossa aeronave estava em uma posição com ponte de embarque. Creio que ela estivesse inoperante devido às obras de ampliação da parte antiga do terminal.

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Voaria no PR-MBZ, entregue primeiramente à jetBlue em setembro de 2002 com a matrícula N546JB. Passou operar pela TAM em setembro de 2008. Assim como a maior parte da frota da LATAM Brasil, ainda não recebeu a pintura da nova companhia, tampouco o novo interior.

Já que estávamos embarcando por ônibus, assim que todos ingressaram na aeronave o embarque foi finalizado. Às 05h58 as portas foram fechadas e o pushback foi iniciado exatamente no horário previsto, às 06h00 em ponto.

Às 06h11, alinhamos e decolamos de Porto Alegre, antes ainda do nascer do sol.

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Às 06h16 o aviso de atar cintos foi desligado e os comissários iniciaram o serviço de bordo.

Em geral, a nova proposta da LATAM é que os passageiros possam escolher o que querem consumir mediante pagamento – ou seja, buy-on-board. O serviço foi chamado “Mercado LATAM”. Havia um número bom de opções. Fiquei particularmente interessado nos sanduíches, mas as comissárias me disseram que não haviam embarcado. Assim, sugeriram que eu pedisse o misto-quente. Para acompanhar, pedi uma Coca-Cola.

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Vale ressaltar que o único item oferecido como cortesia é água. Os comissários estavam de ótimo humor, tratando a todos muito bem e com disposição. Ponto bastante positivo.

O misto (ou torrada, como chamamos no RS) estava com um ótimo sabor. Entretanto, embora as bordas estivessem quentes, ele estava pouco aquecido no meio.

Capa do encarte do Mercado LATAM

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Logo o sol começou a aparecer no horizonte. Felizmente eu estava do lado oposto da aeronave, então pude deixar a janela aberta. Estávamos voando a 37 mil pés de altitude.

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A principal opção de entretenimento foi a revista da LATAM, “Vamos”, pela qual não me interessei muito. Teoricamente o LATAM Play estaria disponível, mas como eu não havia baixado o app, deveria abrir pelo meu navegador. Fiz isso, mas o site não abriu. No voo da volta eu descobriria o porquê…

O LATAM Play é – ou melhor, seria – acessado pela rede de wi-fi instalada na aeronave.

Screenshot_20190729-061832_Settings

Ainda, havia uma tomada embaixo do meu assento para o carregamento de aparelhos eletrônicos.

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Quanto à aeronave, estava suficientemente limpa. Não sou o maior fã desses assentos, mas a informação é de que irão substituí-los gradualmente, e assim espero.

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O espaço para as pernas era bom, já que eu estava em um assento LATAM+. Entre escolher um assento comum antes do check-in (R$30) e um assento + (R$35) a diferença é irrisória, então creio que valha a pena.

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O cartão de segurança do A320.

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Em mais alguns minutos iniciávamos nossa descida para Congonhas. O céu em São Paulo estava encoberto.

Pousamos em CGH às 07h25, cinco minutos antes do previsto. Não importa quantas vezes se pouse em Congonhas, essa aproximação sempre irá impressionar.

Desembarcamos em uma posição remota. Um ônibus nos levou até a área de desembarque/conexões e as bagagens foram devolvidas com agilidade.

LA3051 – CGH-POA

No dia seguinte, cheguei ao aeroporto com certa antecedência, pois estava sobrando tempo. Novamente o check-in foi sem filas e com muita cordialidade.

Apesar do horário muito conveniente ao público corporativo, o voo sairia vazio, com pouco mais de 100 passageiros – o A320 da LATAM tem capacidade para 174. Por isso, o embarque foi bem rápido e organizado. Dessa vez eu estava no assento 1A, novamente LATAM+, portanto teria prioridade, alocado corretamente na seção 3 no procedimento de embarque.

Dessa vez eu voaria no PR-MHU, entregue novo de fábrica à TAM em fevereiro de 2008.

Em poucos minutos fechamos as portas, fizemos o pushback e iniciamos o táxi no horário. Às 19h48, três minutos após o horário previsto de saída do portão, decolamos de Congonhas.

Dessa vez eu queria experimentar o resto do serviço (incluindo os sanduíches!), então como estava na primeira fileira, fui o primeiro a ser atendido. Novamente, observei que os comissários atendiam a todos com invejável simpatia.

Primeiro, o sanduíche de rosbife, acompanhado de cerveja Heineken.

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O sanduíche estava bem quente e saborosíssimo.

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Após, um sanduíche de peito de frango, acompanhado de brownie e café. Novamente, tudo muito bom, mas o meu sanduíche favorito foi o do rosbife. Aprovado.

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Após a farta experiência gastronômica, novamente tentei usar o LATAM Play. Novamente eu estava sem o app baixado, e tentei entrar pelo navegador. Não consegui. A revista de bordo orientava que fosse digitado “http://latamplay”, mas a página ficava carregando infinitamente. Após, tentei a sorte e digitei “https://latamplay”, e aí sim a página carregou. Sou ignorante quando o assunto é informática, então não sei as razões desse problema.

Enfim: o LATAM Play é uma alternativa bem interessante em uma época em que quase todos têm acesso a aparelhos móveis. As opções eram muitas.

Havia também um mapa de voo.

No fim, acabei optando por uma série sobre a beleza de voar, aparentemente produzida pela LATAM.

Screenshot_20190730-201145_LATAM Play

Infelizmente, o sinal apresentava oscilações de tempos em tempos. No mais, a experiência foi boa e o sistema está aprovado. É uma opção mais barata para a companhia do que telas individuais e praticamente tão eficaz quanto.

Estávamos a 38 mil pés de altitude. Durante o voo enfrentamos certa turbulência e a aeronave desceu para 36 mil pés.

Às 20h46 iniciamos a descida para Porto Alegre. Pousamos às 21h10, 11 minutos antes do horário previsto.

Após o desembarque, aproveitei para fazer algumas fotos da cabine de passageiros e também para fotografar o cockpit.

Como já mencionei antes, não sou o maior fã desses assentos, mas é fato que eles têm um visual bonito, muito mais moderno do que aquele antigo tecido bege com listras vermelhas dos tempos da TAM.

Do cockpit podia-se visualizar a ampliação do terminal. Finalmente Porto Alegre está ganhando um aeroporto de alto nível!

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Conclusão

Com base nesses dois voos, posso dizer com tranquilidade que fiquei positivamente surpreso com o serviço da LATAM. A companhia cumpre o que promete; foi pontual, os funcionários estavam de ótimo humor e o serviço de bordo funcionou bem. Evidentemente, há certas imperfeições que podem – e devem – ser corrigidas, mas a companhia está claramente no caminho certo.

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