Aviação Civil

Embarque conosco: Azul estreia na Ponte Aérea Rio-São Paulo

Voamos na operação inaugural da Azul na Ponte Aérea Rio-São Paulo. Confira nossa matéria completa:

O dia de ontem (29) foi histórico para a Azul; a empresa finalmente iniciou suas operações na Ponte Aérea, ligando o aeroporto de Congonhas ao aeroporto Santos Dumont 34 vezes ao dia – 17 em cada sentido.

Para celebrar, a empresa promoveu uma grande festa na operação inaugural, e o Ponte Aérea esteve presente, a convite da Azul.

Festa em Congonhas

Cheguei no aeroporto um pouco antes das seis da manhã, horário agendado para a imprensa. Como o primeiro voo já estava lotado quando a reserva foi feita, eu iria, a princípio, apenas na terceira operação.

(clique nas imagens para ampliá-las!)

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Tentei antecipar no balcão de check-in, sem sucesso. Já estava resignado, quando chegou ao saguão a comitiva da Azul. O CEO da companhia, John Rodgerson, passou cumprimentando os funcionários nos balcões, até chegar ao meu.

Arrisquei a sorte: perguntei a ele se realmente não poderia ser possível antecipar o voo para ir na primeira operação. Ele me disse que um dos diretores da companhia não pôde comparecer e, assim, pediu aos funcionários que me colocassem no primeiro voo. Às vezes é necessário ter um pouco de sorte para que as coisas deem certo.

Todos os agentes de aeroporto da Azul estavam utilizando uma camiseta comemorativa.

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O terminal contava com diversas decorações e propagandas da Azul. Essa estava localizada na loja da companhia.

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Após o horário marcado, fomos para o saguão principal do terminal de Congonhas, onde havia uma apresentação musical. O CEO da companhia, John Rodgerson, proferiu um breve discurso.

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Após, fomos para a sala de embarque. O voo especial, de número Azul 1, sairia do portão 1. A operação seria realizada pelo Embraer 195 de matrícula PR-AXJ e nome de batismo “O Sul é Azul”, que na noite anterior havia realizado um voo de reposicionamento saindo de Campinas.

Flight Report: AZU1 CGH-SDU

O clima no portão de embarque era de bastante confraternização. Vários funcionários tiravam fotos, celebrando o novo voo.

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Antes do embarque, mais um discurso do CEO, além de um corte de fita simbólico realizado pelos executivos da companhia presentes, junto a uma comissária convidada.

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Fomos chamados para o embarque cerca de meia hora antes do horário de saída. Os passageiros recebiam, na entrada, um pedaço de bolo e um pãozinho de mel.

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Às 07h12 o embarque foi encerrado e às 07h21 as portas foram fechadas, nove minutos antes do horário previsto. O comandante Lucas Pires proferiu algumas palavras sobre a operação e às 07h28 o pushback foi iniciado. Cinco minutos depois, iniciamos o táxi.

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Todos queriam uma foto daquele momento.

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Aguardamos a decolagem de um King Air e o pouso de um Gol. Logo após, às 07h43, alinhamos na cabeceira 35L; na sequência, o comandante aplicou potência máxima nos motores e alçamos voo.

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Em poucos minutos os avisos de afivelar os cintos foram apagados. Prontamente John Rodgerson levantou-se de seu assento e foi à frente da aeronave falar com os passageiros. Após, ele passou assento por assento para pedir sugestões ou reclamações, como faz em todo voo.

Após, a diretora de marketing da Azul, Claudia Fernandes, foi à frente da cabine para sortear três ingressos para atrações turísticas no Rio. No último sorteio houve um empate entre dois passageiros (ganhava quem fizesse aniversário mais próximo da data indicada por ela), então um dos vencedores ganhou uma passagem na Ponte Aérea por cortesia da Azul.

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Enquanto isso, a tripulação iniciava o serviço de bordo, dada a curta duração desse voo. Primeiro, como já é de praxe na Azul, um comissário passa anotando as bebidas que cada passageiro quer, e após as bebidas e snacks são servidos.

A diferença, dessa vez, é que os snacks foram servidos em um pequeno saquinho – um para cada passageiro. Perguntei sobre essa novidade à comissária, e ela esclareceu que isso é algo exclusivo da Ponte Aérea, por enquanto.

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O clima na aeronave era muito descontraído, mas novamente, é um voo bem curto; em seguida, já iniciávamos nossa descida. Entretanto, houve tempo para um serviço cortesia de café, já que o voo era operado pela manhã.

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Por fim, uma das comissárias passou distribuindo para todos os passageiros um tag como lembrança/souvenir.

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Aos poucos íamos nos aproximando da Cidade Maravilhosa. No sistema de som, alguém teve a brilhante ideia de colocar um trecho do “Samba do Avião”, do mestre da música brasileira Tom Jobim.

“Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio teu mar, praias sem fim
Rio você foi feito pra mim…”

A pista em uso era a 02L – auxiliar, já que a principal está fechada para obras. A aproximação, entretanto, é basicamente a mesma que seria feita caso a 02R estivesse aberta. Nunca tinha ido ao Rio, mas sempre vi em vídeos esse pouso e já considerava a aproximação mais linda do mundo. Ao vivo, eu tive certeza disso.

Às 08h30, dez minutos antes do previsto, pela primeira vez um voo de Ponte Aérea da Azul pousou no aeroporto Santos Dumont. Fomos recebidos pelo tradicional batismo pelo Corpo de Bombeiros local.

O desembarque foi realizado rapidamente e os passageiros foram recebidos pelo time local de funcionários da Azul. Para celebrar a operação inaugural, a empresa serviu um bolo comemorativo.

Entrevista: a Azul na Ponte Aérea

Findo o evento, fomos levados a um pequeno coffee break na sala VIP do aeroporto, antes do voo de volta. Lá, John Rodgerson respondeu a algumas perguntas feitas pela imprensa.

Confira nossas perguntas ao CEO da Azul:

Ponte Aérea: Do ponto de vista estratégico a Azul vai ter menos horários na Ponte Aérea e um avião menos eficiente. Como vocês pretendem lidar com isso para tornar a operação atrativa pra empresa?

John Rodgerson: Nosso produto vai ser bem melhor.

PA: Mas isso implica em um custo mais alto, não?

JR: Implica, mas temos que lembrar que temos 900 voos por dia, isso [Ponte Aérea] é 14 voos. Então, talvez nosso voo não vai ser tão rentável como o de nossas concorrentes, mas mostra nosso produto e estamos satisfeitos. Com o tempo a gente vai botar aeronaves mais econômicas, então você está pensando no curtíssimo prazo, eu estou pensando nos próximos cinco e dez anos, então, vamos focar nos próximos cinco e dez anos, é importante.

PA: Então vai ser mais ou menos um “trampolim”, mesmo se não for tão lucrativo quanto os outros mercados?

JR: É para mostrar nosso produto, então, tem muita gente que ainda não conhece a Azul e a força que nós temos no resto do país, porque eles só pensam em Rio e São Paulo. Mas vai ter alguém que vai voar conosco hoje e vai dizer: “puxa, o produto é tão bom, eu vou voá-los para Portugal, eu vou voá-los para o interior do estado”, então vão fazer muito mais voos conosco, só porque conheceram a gente através da Ponte Aérea.

PA: E do ponto de vista do produto em si, vocês vão fazer algo específico para a Ponte Aérea?

JR: A gente já discutiu isso, mas nós temos que ser Azul. Então, vamos servir café a bordo e nós temos snacks à vontade, nós temos várias bebidas, nós temos televisão ao vivo, com uma tela de televisão de verdade. Então, eu acho que eu não quero mudar a Azul por causa da Ponte Aérea, eu quero que as pessoas conheçam quem a Azul é através da Ponte Aérea, então vai ser muito o produto Azul.

PA: A ideia de vocês é com o passar do tempo desidratar Campinas ou fortalecer as três bases em São Paulo [Campinas, Congonhas e Guarulhos]?

JR: Nós sempre vamos ser pequenos em Congonhas, nossos concorrentes tem 100 voos a mais, mas nós temos que nos mostrar, nós estamos investindo brutalmente em Campinas, nós mais que dobramos em Guarulhos e em Campinas nós crescemos 22%, estamos com muito mais oferta para Campinas.

PA: E os Embraer E2, qual vai ser a estratégia de utilização deles, vocês vão usá-los na Ponte Aérea?

JR: Nós vamos usar na Ponte Aérea. Vamos trocar nossa frota de E1 muito rápido, porque a frota de E1 está ficando velha, então nós queremos ter todos os Embraers do novo modelo, porque a nova geração chegou.

PA: E do ponto de vista da eficiência, quantos porcento de melhoria o E2 proporcionará?

JR: É muito mais eficiente, porque o E2 queima 14% menos combustível e tem 18 assentos a mais; é 26% mais econômico por assento.

Agradecemos imensamente à Azul pelo convite e pela oportunidade, bem como a todos os funcionários que viabilizaram nossa presença.

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