Aviação Civil

Flight Report: estivemos a bordo do voo inaugural da Flybondi no Brasil

Especial Argentina: primeiro voo da Flybondi no Brasil.

Na tarde da última sexta-feira (11) a primeira ultra low-cost argentina iniciou as suas operações no Brasil. A Flybondi iniciou suas três frequências semanais ligando o Rio de Janeiro (Galeão) a Buenos Aires (El Palomar). O Ponte Aérea foi convidado especial da companhia para registrar a operação inaugural, e você vai conferir em detalhes como foi a experiência a bordo da companhia.

A Flybondi

Com cinco Boeing 737-800 configurados para 189 passageiros, a Flybondi é a terceira maior companhia aérea em volume de passageiros na Argentina. Um país com uma realidade muito diferente do Brasil; em termos de comparação, a Azul é a terceira maior no Brasil em passageiros transportados e tem uma frota vinte vezes superior à da Flybondi em números absolutos. Hoje, a Flybondi oferece 17 destinos, sendo dois no Brasil. O 17º destino será Florianópolis que se juntará ao Rio em 12 de dezembro.

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A Flybondi possui uma frota de cinco Boeing 737-800.

A Flybondi opera no aeroporto de El Palomar (EPA), que antes da chegada da companhia era uma base militar, a cerca de 20 quilômetros do centro da capital Buenos Aires. O aeroporto foi o primeiro na América Latina a ser reconhecido como um aeroporto “low-cost”, pois além de ser mais afastado do centro da cidade, não possui tanta infraestrutura no terminal de passageiros, atendendo exclusivamente a companhias low-cost. Além da Flybondi, a JetSMART também opera no terminal.

Agora no Rio, oferecendo três frequências semanais e uma quarta durante a alta temporada, a Flybondi espera conquistar o mercado entre os dois países sendo a primeira companhia aérea ultra low-cost a servir o Brasil. Este padrão é atualmente utilizado por várias companhias aéreas de muito sucesso no mundo, como por exemplo as europeias Ryanair, easyJet e a americana Spirit.

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Ao chegar no Galeão, fomos até o check-in da Flybondi localizado na ilha B do terminal 2. Com pouco movimento ainda, fomos um dos primeiros a despachar nossas bagagens. Aguardamos o pessoal da comunicação da Flybondi e os demais jornalistas efetuarem o check-in para seguirmos até o embarque. A entrada do embarque internacional é no terminal 2, porém temos caminhar até o terminal 3 internamente para chegar nos portões. Este caminho é muito longo, passando por várias lojas e salas vips até chegar no portão de embarque, o C50 do nosso voo. Todo este trajeto deve ter dado cerca de 20 minutos a pé. Vale lembrar que isso acontece em todos os voos internacionais operados no aeroporto carioca.

Com pouco mais de 13 anos, o Boeing 737-800 LV-HFQ que operava anteriormente pela Sunwing Airlines (porém era bastante frequente ser utilizado por outras companhias como TUI e Thomson Airways) foi escalado para o voo inaugural da Flybondi no Brasil. Diferentemente dos demais da frota, este possui os chamados Split Scimitar Winglets, o que permite um pouco mais de economia de combustível e consequentemente mais alcance. O LV-HFQ pousou no Rio de Janeiro (GIG) às 11h32min com 189 passageiros. Foi recebido com o tradicional batismo pela Riogaleão próximo do portão C50, que seria o nosso para o embarque.

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Após o desembarque, alguns executivos da Flybondi, puderam falar sobre a importância do voo e das parcerias com a administradora do aeroporto e do governo estadual, em permitir tal operação. Depois do coquetel oferecido, dirigirmos para o portão C50 para nosso respectivo embarque que acontecia enquanto os executivos e autoridades discursavam com a imprensa e convidados. Inicialmente nossos assentos eram o 3E e 3F (meio e janela), porém resolvemos mudar para parte traseira do avião, ficando com as poltronas 22F e 23F.

Às 12h33min, a porta principal do nosso 737 foi fechada, dando início ao pushback poucos minutos depois. Levamos cerca de dez minutos até o ponto de espera da pista 10, tendo nossa decolagem autorizada logo em seguida e instantes estávamos fora de solo com a belíssima paisagem de cima do Rio de Janeiro.

Cerca de 40 minutos depois, foi iniciado o serviço de bordo. Porém em caráter de exceção por ser o voo inaugural, o mesmo foi oferecido gratuitamente com alguns dos itens que são vendidos a bordo, que foram um salgadinho chips ou alfajor de doce de leite, além de bebidas não alcóolicas.

O padrão ultra low-cost consiste em reduzir ainda mais os custos que já seriam menores no modelo somente low-cost. Todos os serviços que são oferecidos são pagos, marcação de assento, despacho de bagagens e todo o serviço de bordo, inclusive água mineral. O espaço entre as poltronas é bem apertado, e uma curiosidade, assim como a Ryanair, as instruções de segurança são colados nas mesinhas à frente das poltronas, inclusive na primeira fileira, que é colado na parede.

Durante o voo, pudemos conversar com a tripulação comercial, que estavam bem animados para a ocasião. Como não tem nenhum tipo de entretenimento além da revista de bordo, nos restou em fazer fotos e ficar escutando música pelo celular.

Quando o relógio marcava 15h42min, iniciamos a nossa decida para o nosso destino, pouco antes de cruzar o Río del Plata, que separa o Uruguai da Argentina. Com uma aproximação linda sobre a região metropolitana de Buenos Aires com sol e poucas nuvens, vinte minutos depois estávamos tocando a pista 16 de El Palomar (EPA). Durante o taxiamento para nossa posição final de parada, foi possível observar vários Boeing 707 desmontados, e algumas aeronaves que eram utilizadas pelo governo argentino através da sua Força Aérea, como o Fokker 28, Boeing 707 e 757 (presidenciais).

Portas abertas, foi hora de passar pela imigração e alfândega. Por ter apenas um voo internacional no horário, foi bastante tranquilo e ficamos poucos minutos em pé na fila. Logo estávamos do lado de fora no saguão. Para mostrar como é o serviço de trem que serve o aeroporto, a Flybondi nos levou até o centro de Buenos Aires de trem. No total foram cerca de 40 minutos até a estação central, e depois pegamos um Cabify para o nosso hotel, localizado ao lado do famoso Obelisco.

Para quem procura economizar ao máximo em uma viagem internacional, esta possibilidade de voar agora com a Flybondi com preços muito baixos, parece ser a opção ideal. Seja de carro ou trem, a distância do El Palomar (EPA) para o centro de Buenos Aires é menos de uma hora, o que não torna a viagem mais longa. O serviço de bordo pago não foi oferecido no voo, porém ele só é disponibilizado com pagamentos em espécie ou via site antes do voo, e segundo a companhia, será disponibilizado a forma de pagamento em cartão de crédito em breve.

Em breve traremos o Flight Report do voo de retorno entre El Palomar (EPA) e Rio de Janeiro (GIG) com a Flybondi. O Ponte Aérea também pôde voar na Norwegian Argentina e Aerolíneas Argentinas e farão parte do Especial Argentina, e descubra como é voar em cada uma delas dentro da Argentina.

1 resposta »

  1. La llegada de las low cost, tan resistida y tan politizada, realmente ha cambiado la costumbre del volar exclusivamente para pocos. Desde la experiencia de mucha gente q ha podido volar x primera vez. Excelente tu nota, ojalá pueda conocer río, abrazo

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