Aviação Militar

Aeronaves Super Tucano completam 15 anos de operações na Força Aérea Brasileira

Atualmente a aeronave é utilizada em cinco esquadrões da FAB.

No dia 18 de Dezembro de 2003, a Força Aérea Brasileira recebia sua primeira aeronave ALX Super Tucano. Entregue pela Embraer, a aeronave foi projetada para executar funções de ataque leve, treinamento de pilotos para a Aviação de Caça (adaptação ao uso de armamentos) e um dos elos principais no Projeto SIVAM, onde são responsáveis até hoje pela defesa das nossas fronteiras e combate ao narcotráfico. O contrato firmado entre Embraer e Força Aérea estabeleceu a compra de 76 aeronaves e ainda a opção de mais 23 chegando a um valor de US$ 460 milhões. Dez meses depois, no dia 7 de Outubro de 2004, o primeiro A-29 Super Tucano pousava na Base Aérea de Natal – BANT, onde seria seu novo lar tendo a responsabilidade de substituir os caças AT-26 Xavante e ser a partir desse momento, o responsável pela formação dos novos pilotos de caça no Esquadrão Joker (2º/5ºGaV).

Texto e fotos por Marcos Junglas

A aposentadoria dos AT-26 Xavante, aeronaves a jato e, a entrada em serviço dos Embraer A-29 Super Tucano, trouxeram um ar de receio entre aqueles que duvidavam da capacidade de um turboélice em detrimento a um caça a jato. Os pilotos do Joker teriam a incumbência de demonstrar a capacidade da aeronave e concretizar os padrões operacionais da aeronave. Em 2010, após cinco anos operando no 2º/5ºGaV, chegada a hora dos Embraer A-29 Super Tucano estruturarem as unidades de fronteira, assumindo assim o lugar dos Embraer AT-27 Tucano. Os Esquadrões Escorpião (1º/3ºGaV), Esquadrão Grifo (2º/3ºGaV) e Esquadrão Flecha (3º/3ºGaV) passaram a operar as aeronaves na defesa da soberania brasileira e, desde então sua capacidade foi comprovada em diversas ações e operações que resultaram na apreensão de aeronaves clandestinas.

 

No dia 01 de Outubro de 2012, a Esquadrilha da Fumaça recebia seus dois primeiros A-29 Super Tucano, ainda camuflados porém já modificado para as operações do Esquadrão, sendo uma das modificações mais evidentes a ausência da metralhadora .50 nas asas. Por ser uma aeronave com um envelope totalmente diferenciado em relação ao T-27 Tucano, a Esquadrilha da Fumaça só voltaria a voar no dia 03 de Julho de 2015, durante cerimônia de entrega de espadim para cadetes da Academia da Força Aérea Brasileira. A introdução do A-29 Super Tucano trouxe a possibilidade da Esquadrilha da Fumaça retomar uma das suas principais manobras, a “Lancevack”.

Hoje, no mês de Outubro de 2019, os Embraer A-29 Super Tucano completam quinze anos de operações na Força Aérea Brasileira e opera em cinco unidades aéreas, sendo uma voltada para a instrução (Esquadrão Joker), três voltadas para missões de defesa de fronteira (os Terceiros Grupos de Aviação) e por fim, o Esquadrão de Demonstração Aéreo, popularmente conhecido como Esquadrilha da Fumaça. O que inicialmente trouxe um certo questionamento, hoje se faz uma afirmação de uma aeronave capaz de executar suas missões na forma da plenitude.

PRIMEIRO A29 EDA 5964 - PA

O FAB5964 foi o primeiro Super Tucano entregue para a Esquadrilha da Fumaça. Foram removidas as duas metralhadoras .50 localizadas uma em cada asa.

FAB T-27 A-29 SUPER TUCANO EDA FAB - PA

Dois A-29 já com as cores da Fumaça ao lado de seu antecessor, o T-27 Tucano, antes da primeira decolagem para apresentação oficial em Pirassununga.

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