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Os impactos do Covid-19 para a aviação comercial brasileira – II

Na semana passada, você conferiu aqui no Ponte Aérea, os primeiros impactos na aviação comercial brasileira devido ao novo coronavírus Covid-19. Em apenas sete dias, muita coisa mudou e colocamos aqui de forma resumida e algumas outras novidades.

Com a restrição de entrada de estrangeiros em diversos países, inclusive no Brasil, várias companhias aéreas estão suspendendo suas operações. No Brasil, com os avanços do vírus, aconteceu uma disputa entre as esferas do governo estadual do Rio de Janeiro com o governo federal, quando o governador impôs o fechamento dos aeroportos no estado. A ANAC repudiou a decisão e esclareceu que os aeroportos em questão são de competência federal, não podendo ser fechados no momento.

Cenas vistas nos aeroportos europeus e americanos de aeroportos abrigando aeronaves de diversas empresas, podem começar a ser vistas também no Brasil em breve, com as medidas anunciadas pelas companhias. Alguns aeroportos do país, vem se preparando para o recebimento destas aeronaves para longos períodos, como o caso de Confins (CNF) e Rio de Janeiro (GIG), além de outros importantes como São Paulo (CGH e GRU), Campinas (VCP).

Abaixo as principais mudanças realizadas pelas companhias áereas no Brasil (nacionais e internacionais). Você também pode conferir o tópico sobre os impactos do Covid-19 na aviação mundial no Fórum Ponte Aérea by Contato Radar clicando aqui.

Azul

A Azul segue com seus cancelamentos internacionais, e desta vez, deve anunciar o fechamento temporário de pelo menos 40 bases entre 23 de março até 30 de junho. Bases internacionais estarão suspensas a princípio até 30 de abril, sendo:

  • Caiena (CAY);
  • Porto (OPO);
  • Montevideo (MVD);
  • Lisboa (LIS);
  • Buenos Aires (EZE).

A companhia espera também reduzir pelo menos 50% de sua malha nos próximos meses, porém não anunciou ainda nenhum plano envolvendo os funcionários além da licença não remunerada.

GOL

A GOL vem planejando medidas mais drásticas para evitar o máximo da utilização do seu fundo de caixa para as despesas. A companhia anunciou também, a suspensão total de seus voos internacionais nos próximos dias, sendo válidos até 30 de junho, além do corte de pelo menos 70% de sua malha doméstica.

A companhia também anunciou o corte de salários e jornada de trabalho de todos os funcionários, para evitar demissões em massa.

LATAM

A LATAM também planeja a suspensão de diversos voos da sua malha. É esperado pelo menos 90% dos voos internacionais em todo o grupo suspensos, além dos voos domésticos que poderão passar de 50%.

Assim como na semana anterior, a companhia é a que menos se pronuncia em suas estratégias e informações ao mercado. Para os funcionários, a LATAM planeja licença não remunerada para 100% de seu quadro, sendo de duas formas: voluntária ou compulsória, que prevê o corte de 50% da jornada de trabalho e de salários.

Voepass/MAP

A Voepass/MAP anunciaram inicialmente a suspensão de apenas algumas bases em que operam. Porém no final da semana, foi feito um anúncio de que todos os voos operados pela Voepass e MAP, estarão sendo suspensos a partir de amanhã (23).

Foi a primeira companhia aérea brasileira a tomar tal iniciativa, que pode ser copiado também pelas demais aéreas.

INTERNACIONAIS

Várias companhias aéreas já estão anunciando a suspensão de seus voos para o Brasil. Como é o caso da:

  • TAP: que continua operando apenas em São Paulo (GRU), duas vezes por semana, e Rio de Janeiro (GIG), um voo semanal, com saídas de Lisboa (LIS);
  • United: havia anunciado inicialmente a suspensão de todos os voos para o Brasil exceto no trecho entre Houston (IAH) e São Paulo (GRU). Porém em novo comunicado emitido neste sábado (21), nenhum voo mais será operado para o Brasil a partir de terça-feira (24);
  • Copa: devido a restrição de todos os voos internacionais no Panamá, a companhia deixa de voar para o Brasil em todas as rotas a partir de segunda-feira (23);
  • Emirates: a partir da próxima quarta-feira (25), todos os voos de passageiros da companhia estarão cancelados. No Brasil, eram atendidos São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG) com saídas para Dubai (DXB) e Buenos Aires (EZE), operados pelos Airbus A380 e Boeing 777 respectivamente;
  • JetSMART: a companhia chilena anunciou que estará postergando para 02 de setembro o início dos voos para São Paulo (GRU);
  • Air Canada: vai estar operando apenas para seis destinos internacionais de toda a sua malha, e São Paulo (GRU) não está na lista dos destinos atendidos.