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Temor ligado ao covid-19 liga o alerta para colapso da aviação

Um número crescente de companhias aéreas impuseram medidas para combater o efeito da epidemia mundial que ameaça cada vez mais os empregos ligados à operação aérea. Veja a seguir quais foram as aéreas globais mais prejudicadas:

A Virgin Atlantic talvez tenha feito a ação mais memorável, pois seu CEO Shai Weiss, seguindo exemplo do fenômeno Richard Branson, fundador do grupo, diminuiu em 20% seu salário temporariamente, e decretou uma redução em 15% para todos os executivos enquanto durar a crise, a fim de afetar menos a vida dos profissionais de menor escalão e realizar menos afastamentos.

Dentro do Brasil, os voos de Londres-Heathrow para São Paulo-Guarulhos que se iniciariam neste mês, só serão iniciados em Outubro, interferindo na contratação de pessoal e terceirizados.

Cathay Pacific: Junto com sua subsidiária Cathay Dragon, HK Express e Air Hong Kong, groundearam em torno de 120 de suas 237 aeronaves, segundo respeitado jornal chinês. É planejado que cerca de 25 mil funcionários sejam dispensados temporariamente e fiquem sem salário nos próximos meses, o que representa 75% do total de colaboradores.

Vietnam Airlines: Com sede em Hanoi, reportou que opera atualmente apenas 40 de suas 101 aeronaves, incluindo subsidiárias. A empresa também revelou que sua receita ficou 60% abaixo do planejado para o mês de Fevereiro. Todos os seus pilotos estrangeiros, incluindo brasileiros, serão afastados por três semanas.

Emirates: Em um email interno dirigido a todos os seus colaboradores, a cia de Dubai informou que uma grande desaceleração no mercado foi notada, e que oferecerá férias não remuneradas e licenças remuneradas, conforme processos que ainda serão definidos.

United: Com sede em Chicago (EUA), ofereceu aos pilotos de ‘long haul’ (voos longos/internacionais) um mês de férias com remuneração média em Abril, reportou a Associação de Pilotos de Linha Aérea dos Eua, a ALPA.

SAS Scandinavian Airlines: A companhia de Copenhagen anunciou a suspensão de voos para Hong Kong a partir deste mês, bem como corte de staff em todas as áreas de operação, afetando principalmente voos dentro da Europa.

A Korean Air, próxima do epicentro do vírus, reduziu sua capacidade em alarmantes 80%.

China Airlines: A aérea baseada em Taipei anunciou que seus voos tem operado com menos de 50% da capacidade total de passageiros e carga, e para mitigar o efeito avalanche, oferecerá férias não remuneradas a um grande número de funcionários, além de cortar o salário base em 10%. Sua operação total em Abril é estimada sofrer uma queda de 33%.

Qatar: a gigante de Doha anunciou que também notou significante impacto em seus voos e oferecerá planos de afastamento a um determinado número de seus funcionários, sem mais detalhes.

Finnair: a aérea de Helsinki reportou o corte de seus voos para a China, bem como para a Itália, e ainda não revelou a quantidade, mas deve afastar um número significativo de sua equipe, que ficará sem remuneração durante esse período.

O Lufthansa Group, que inclui a Austrian Airlines, anunciou que está com 40% de sua frota no chão. Seus voos na Europa sofreram impacto significativo e a gigante alemã não descarta efeitos cascata em suas bases espalhadas pelo mundo. Todos os seus A380 tiveram operações interrompidas.

O grupo Norwegian anunciou cortes significativos em seus voos transatlânticos, interrompendo operações temporariamente.

Na América do Sul, a única a anunciar publicamente ações para mitigar os efeitos da crise no turismo mundial foi a Azul, que, como noticiamos, anunciou programa de férias não remuneradas. Apesar do baixo número de casos na região, a queda no movimento já foi percebida.